Printed: 2025-04-02
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Samuel Wainer
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Type of entity
Person
Authorized form of name
Samuel Wainer
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Dates of existence
1912 - 1980
History
Samuel Wainer nasceu em 16 de janeiro de 1912, em São Paulo, cursou o Colégio Pedro II (RJ) e formou-se pela Faculdade de Farmácia da Universidade do Rio de Janeiro. Ainda na universidade, iniciou sua carreira jornalística e, em 1934, tornou-se secretário e chefe de redação da Revista Brasileira. Em 1935, lançou a Revista Contemporânea e, em 1938, fundou a revista Diretrizes, que três anos depois transformou-se em um jornal semanal de oposição ao governo de Getúlio Vargas. Em uma de suas edições, numa entrevista, o ex-ministro do trabalho Lindolfo Collor equiparava o fim da guerra com o nazismo ao fim da ditadura no Brasil, o que levou o DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) a suspender o suprimento de papel, em consequência do que se encerrou a publicação do semanário. Wainer exilou-se na Embaixada do México e partiu para o Chile, mais tarde para os EUA. Retornou em 1945, reabrindo a Diretrizes e, em 1947, vendeu-a para um grupo de empreendedores representado pelo vereador João Alberto Lins de Barros (PTB). Foi contratado pela cadeia dos Diários Associados, de Francisco de Assis Chateubriand e posteriormente lançou o jornal "Última Hora" que começou a circular no dia 12 de junho de 1951. O periódico apresentava um perfil "marcadamente político e favorável a Getúlio" (Samuel Wainer), evidenciando as realizações do governo Vargas e abordando assuntos que, segundo seu próprio fundador, eram desprezados pela imprensa: notícias relacionadas a esportes e polícia. Embora trate-se de um jornal de caráter popular, recebeu apoio da elite carioca, e, mais tarde, da elite paulista, uma vez que a postura ideológica do jornal também correspondia aos seus interesses. O "Última Hora" inovou traços da imprensa brasileira em diversos aspectos, pois àquela época só dois jornais utilizavam cores, "A Vanguarda" (RJ) e "A Gazeta" (SP) - ambos imprimiam o vermelho -, já o Última Hora inovou com o tom azul de seu logotipo. Além disso, em vez de ter um único caderno padrão de 12 páginas, passou a publicar dois cadernos com oito páginas cada - o primeiro destinado a assuntos relacionados à política e à economia, e o segundo reservado a esportes, entretenimentos e reivindicações populares. Além disso, Wainer montou um laboratório fotográfico próprio para o jornal. Inovou também com o estabelecimento de uma filial do empreendimento, a sucursal do estado de São Paulo. A primeira edição paulista circulou em de 18 de março de 1952 e contava com o mesmo perfil que a edição carioca. Logo o Última Hora tornou-se a primeira cadeia jornalística nacional de caráter homogêneo, mantendo o mesmo título com sucursais também em Curitiba, Porto Alegre, Niterói, Belo Horizonte e Recife. Em 1964, após o golpe de estado civil-militar, Samuel Wainer exilou-se na França, retornando três anos depois. Vendeu a marca Última Hora em 21 de abril de 1972 a um grupo de empreiteiros (Construtora Metropolitana) que também havia arrendado o jornal Correio da Manhã. Wainer então foi contratado como editor de Domingo Ilustrado, publicação da Bloch Editores que circulou por poucos meses. No ano de 1976, ele lançou o semanário Aqui São Paulo, o qual foi adquirido pela Folha de São Paulo, circulando até 1978. Samuel Wainer faleceu em 2 de novembro de 1980. Em 1987, a Última Hora foi vendida para José Nunes Filho, que, por sua vez, encerrou suas atividades, em 26 de julho de 1991, devido à falência decretada pela Justiça.
Places
Legal status
Functions, occupations and activities
Publicações de Samuel Wainer:
Revista Contemporânea
Revista Diretrizes
Semanário Diretrizes
Jornal Última Hora
Semanário Aqui São Paulo